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O pior ainda está por vir

Ninguém, em sã consciência, pode dizer que a gestão de Alexi Portela Filho, o pior presidente da história do Vitória, vai bem. A divulgação pela midia internacional da gigantesca dívida produzida por esta desastrosa maneira de administrar - foi uma espécie de pá de cal. O resultado foi péssimo: R$ 100.000.0000,00 (cem milhões de reais) de dívida, uma bomba em qualquer clube deste porte do mundo, é um valor inconcebível.

Escondem na S/A, pois como o Esporte Clube Vitória só voltou a ter ativos de futebol entre 2009 e 2010, e teve seu passivo quitado por nós em 2000, eles trazem à público apenas a situação do clube e escondem o rombo a partir de 2006 na S/A, escondida em algum endereço de Simões Filho e ainda totalmente ativa. São apenas 3 anos de maior movimentação financeira, sustentada pelo aumento das receitas da TV. Agora, informam "orgulhosamente" que implantaram sistemas de controle financeiro que já existiam no clube desde a década de 90. Mas a política de comunicação desta gente despótica é tão eficaz (além da omissão oposicionista) que a bomba foi recebida com absoluta naturalidade, como se fosse um excelente resultado, algo digno de fazer parte dos manuais de desenvolvimento econômico de qualquer clube. O seu auxiliar financeiro, sempre dissimulado, desta vez passou ao largo de tentar dar alguma explicação. Preferiu ignorar o fracasso, mesmo tendo, durante todo o ano de 2011, uma arrecadação recorde, chegando próximo dos R$ 50.000.000,00.

O presidente esgotou a troca de figurinos. Como um ator que tem de representar vários papéis, não tem mais o que vestir de novo. Agora optou pelo monólogo. Fala, fala e nada acontece. Padece do vício populista de que a palavra substitui a ação. Imputa sua incompetência aos outros, desde gerentes de futebol até atletas que contratados com seu aval, que tiveram desempenhos pífios. Como um ator iniciante após um breve curso na Escola de Teatro, busca vivenciar o sofrimento de um clube cada vez mais sem esperança, marcado pelo fisiologismo.

Sua diretoria lembra, em alguns bons momentos, uma trupe de comediantes. O sempre presente presidente do Conselho Deliberativo - que disse ignorar a gigantesca dívida e os mais diversos descalabros administrativos - declarou enfaticamente que o Conselho Diretor deve explicações a respeito da desastrosa gestão em todas as áreas do Clube. A manchete da página 20 do jornal Tribuna da Bahia, datada de 21 de dezembro de 2011, diz em letras garrafais: “Grupo do Conselho quer gestão de futebol”. Gestão de futebol é o mínimo, quem precisa de gestão é o clube como um todo e não somente o seguimento futebol. Já se passaram mais de cento e vinte dias deste fato e tudo continua "como dantes no quartel de Abrantes". Aliás, piorou, a inadmissível contratação de Raimundo Queiroz é mais uma prova que esta diretoria que já esgotou o seu repertório não para de errar.

Mas o triste espetáculo, infelizmente, ainda não acabou. O clube continua a deriva.

Membros do Conselho Deliberativo continuam se envolvendo nas ações do futebol, resolveram dissertar sobre algo que são totalmente incompetentes e nefastos. Dizem como o Vitória deve agir na condução do seu core bussines, se esquecendo que não é atribuição de qualquer Conselheiro esta tarefa e sim exclusivamente dos responsáveis pela área do futebol.

Isto é um reflexo evidente do amadorismo reinante nas cabeças reacionárias.

O repertório dos cartolas é muito variado. Até parece que cada um deseja ardentemente superar seus colegas. A última foi a substituição do gestor de futebol, o Chumbinho, que se dizendo impossibilitado de trabalhar por conta das interferências indevidas, pediu demissão e foi embora. A existência deste cargo se tornou uma piada. Pobre Vitória. Mas, como tudo tem seu “lado positivo”, ele já faz parte da história do clube, um presidente que contratou mais de trezentos jogadores, mais de vinte técnicos, vendeu uma grande quantidade de excelentes atletas feitos na nossa administração  por preços irrisórios além de produzir buraco financeiro sem precedentes, no valor aproximado de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), sem falar do desmonte político do clube, o que não é pouco.

Conseguiu um feito raro, na verdade, único em mais de 112 anos de fundado, torna-se o pior presidente de sua história; deixará o clube com uma percepção de mediocridade, arrasado financeiramente e com uma mentalidade pré histórica.

E Alexi tem alguma leve idéia do que seja planejamento? Como não tem, contratou uma empresa para fazê-lo. Certamente será um lindo livro com gráficos e slides maravilhosos e o conteúdo vazio e a implementação será apenas um detalhe.

"Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele" (Henry Ford).

O profissional deste século possui no mínimo três características importantíssimas: Conhecer o seu negócio, se relacionar bem com as pessoas e ser ensinável. Alexi não conhece o negócio futebol, se relaciona pessimamente com as pessoas e não é ensinável, isto é, em oito anos não estudou nem aprendeu nada sobre futebol, apenas lhe resta a pretensão de pensar que sabe. Não sabe nada.

Como numa chanchada da Atlântida, o barco segue à deriva, as obras estruturais do Clube foram totalmente paralisadas. As referentes à infra-estrutura, que já estavam em curso, sequer foram continuadas. Deixamos a terraplenagem concluída para a construção de mais seis campos oficiais, sendo que dois deles com a drenagem já concluída. Em cima deles colocaram massa asfáltica, já que lhes falta massa encefálica. Falta também coração em não pensar na perpetuação do clube. Deixamos R$ 8.000.000,00 (oito milhões de reais) para esta missão tão importante. Ele torrou literalmente todo este dinheiro no custeio desastroso do futebol caríssimo e ruim.

“Um político se torna um estadista quando deixa de pensar na próxima eleição e pensa na próxima geração” (Winston Churchill).

Não há setor do clube que seja possível dizer, com honestidade, que vai bem. A gestão é marcada pelo improviso, pela falta de planejamento. Inexiste um fio condutor, um projeto com metas e objetivos a serem atingidos. Tudo é feito meio a esmo, como o orçamento polpudo, que vem crescendo ano após ano, e mesmo assim não vemos o crescimento do clube e, inacreditavelmente, o que cresce de maneira astronômica, é a dívida que já alcançou o número muitíssimo preocupante. Inacreditável! É muito difícil encontrar um clube deste porte com a receita do Vitória e que tenha um orçamento de fantasia, que só vale em janeiro e se gasta muito mais que se arrecada. Sem falar que ainda não venderam um só atleta revelado pela divisão de base durante este período macabro. Os que venderam foram os que já estavam no clube quando chegaram.

Como sempre, o privilégio é dado à política interna - e política no pior sentido do termo. Basta citar a substituição do último gestor de futebol, vítima da politicagem interna. Foi feita alguma avaliação da administração do gestor que foi defenestrado? Evidente que não. A troca teve motivo comezinho: a necessidade que o presidente tem de manter e ampliar apoio para a eleição do seu sucessor, podendo ser até uma cabo de vassoura, para manter o poder dentro do mesmo grupo incompetente, amador e sem compromisso com o futuro do clube. A perpetuação só se encaminha quando a organização cresce sempre. O Vitória parou no tempo e no espaço e já demonstra sinais de forte retrocesso.

Pouco importam bons resultados administrativos, uma equipe gerencial entrosada. Bobagem. Tudo está sempre dependente das necessidades políticas de Alexi.

A anarquia administrativa chegou em todos os cantos, as Certidões do Tribunal Regional do Trabalho, que tenho em meu poder datada de 19/12/2011, atestam 79 (setenta e nove) ações trabalhistas de 2006 até aquela data - mais de 50 ações nas Varas Civeis. O volume da dívida todos já sabem e Alexi continua escondendo de maneira ilegal e imoral os Balanços e os DRE’s  dos anos de 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, desobedecendo o Estatuto do clube, a sua Carta Magna . Porque o “celestial” Conselho de Ética não toma uma posição firme e o obriga a cumprir o que determina o estatuto? É como se o Vitória fosse apenas instrumento para o este grupo se perpetuar no poder.

Internamente, no seio do Conselho Deliberativo, já existem membros que estão insatisfeitos. No horizonte a crise se avizinha. O processo sucessório será bastante acirrado, este modelo amador de "panelinha" não está mais sustentando o presidencialismo de acochambramento. Dá sinais de esgotamento.

Esta agonia permanecerá até dezembro de 2013, ano que veremos a parte comprometida e blindadora da imprensa fazendo miséria, mentindo, ofendendo atacando com todo tipo de baixaria para que permaneça este modelo e esta administração que afirmo ser a pior da história do Vitória.

O fracasso de domingo era esperado. A curva é descendente e na mídia se junta com aqueles que nos bastidores e na ilha particular dos adversários se trama o fracasso do time. Mas nem tanto esforço precisa ser feito. O descalabro na gestão do futebol é visível. Onze gestores em 6,5 anos, centenas de atletas contratados a peso de ouro e uma base que estranhamente ganha como sempre ganhou títulos, mas diferentemente, não revela ninguém. Um festival de incompetência.

Mas sempre se espera o milagre e agora nossa torcida sonha com mais uma Copa do Brasil. O futebol e seus resultados imprevisíveis sempre pode amortecer o que se faz de errado fora de campo.

Escrito por Paulo Carneiro e Walter Seijo Filho.

Rubros-negros, isto é um acinte

Significado da palavra acinte: Substantivo masculino que significa ato premeditado para magoar alguém; provocação; sinônimo de picardia, pirraça.

DO SITE BAHIA NOTÍCIAS:

A diretoria do Vitória acertou nesta noite de terça-feira (6) a contratação do seu novo gestor de futebol: Raimundo Queiroz, que assumirá a função no lugar de Newton Drummond, que deixou o clube no último mês. O dirigente retorna ao clube após três anos longe da Toca do Leão.

-É uma grande oportunidade de fazer um trabalho por completo. Tenho alguns projetos aqui em Goiânia, mas um convite do Vitória eu não poderia recusar. O Vitória é um clube que mora em meu coração e tenho muito carinho por sua torcida, que sempre me tratou bem, a imprensa e os dirigentes, que considero como irmãos. O importante é que meu nome teve uma aceitação de todos e sei que posso ajudar muito o Vitória – afirmou Queiroz ao Bahia Notícias.

Contratado em março de 2009, após anos no Goiás, Queiroz passou pouquíssimo tempo no rubro-negro. Sua demissão aconteceu em agosto do mesmo ano, depois de um processo de fritura interna, ainda quando a agremiação tinha o ex-presidente Jorge Sampaio praticamente no mesmo cargo.

- Quando saí do Vitória fiquei com o coração partido, por não ter completado o trabalho de forma correta. Mas procurei ajudar muito o Vitória nesse período longe do clube e o cordão umbilical não foi rompido – disse, confirmando que chegará em Salvador no domingo para ser apresentado na segunda-feira.

Desde que deixou o Leão, Queiroz esteve no Santa Cruz e estava atualmente comandando seus negócios em Goiânia.

NOTA DO BLOGUEIRO: Negócios p... nenhuma. Estava trabalhando de corretor, pois está sendo processado em Goiânia por desviar R$ 16 milhões do Goiás. Estava fazendo a mesma coisa no Santa Cruz. Seu filho virou empresário e se infiltra no clube para tirar vantagens.

O que é o futebol? Saiu na primeira vez do Vitória por conduta duvidosa. No Santa Cruz, saiu escorraçado como incompetente e conduta duvidosa. O mercado que gosta do Vitória está indignado. Em Recife, chamou outros empresários para criar uma associação.

Tive que abrir o site duas vezes para ver se a data da notícia estava certa. Tem profissional exemplar no Vitória que o chama de “gato mestre”. Mas ele não é o culpado, e sim essa direção incompetente e que deixa para opinião pública traços do que está acontecendo nos bastidores do clube.

Uma vergonha.

Escrito por Paulo Carneiro.

TV mata bilheteria

Reparem: à exceção de decisões e alguns clássicos no Sul e Sudeste do país, somente no Nordeste e Norte, onde não tem TV, os estádios enchem semanalmente.

E existem regiões que nem com “reza braba” os estádios enchem, como é o caso do Distrito Federal, onde lá o público torce para os times do Rio, preferencialmente. Cidade feita por estrangeiros não poderia ser diferente.

E não deveria ser assim. Mas a submissão dos dirigentes dos clubes e Federações às exigências das empresas de TV é que fazem o futebol se esvaziar dentro de campo. Desde a década de 70 que não se via tantos craques nos nossos gramados. Mas nem isso é o suficiente. Parece que os dirigentes dos clubes maiores não se importam mais com estádios cheios - a maioria - nem com bilheteria. As receitas de Marketing e TV pagam a conta, segundo eles. Tenho quase certeza e peço aos leitores que chequem pra mim, mas não houve um jogo da fase classificatória da Taça Guanabara que gerasse caixa para os clubes. As despesas de borderô são cada vez maiores e os clubes não estão nem aí. As Federações, hoje, pasmem os senhores, ganham mais que os clubes em públicos até 10 mil pessoas.

Exemplo: no jogo Volta Redonda e Fluminense, a renda líquida para dividir entre os clubes deu pouco mais de 3 mil reais, enquanto a renda bruta da Federação passou dos 40 mil reais. A renda do jogo foi de 75 mil reais. Cobram até as vans que levam os juízes para o estádio. E os clubes nem se importam em checar esses valores.

Nos estados aonde não há receitas com Marketing e TV nem venda de atletas, só resta a bilheteria e aí os borderôs das Federações são mais fiscalizados, pois os clubes só retiram seu sustento das rendas líquidas dos jogos. A TV, principalmente a aberta, criou esse fosso ao monopolizar as transmissões e que talvez, no futuro próximo, as TVs fechadas possam reverter com o aumento exponencial da base de assinantes. E esse público, embora de poltrona, é um publico regional. O que preocupa é que nem CBF nem Federações estudam essas questões estratégicas de convergência da mídia com o esporte. Os clubes muito menos - sejam em que categoria for.

Concluindo, afirmo que a excessiva concentração de jogos em horários ruins para o espetáculo afasta os torcedores dos estádios aonde esses jogos são disputados, mas ainda não conseguiram influenciar e retirar dos estádios os torcedores das regiões aonde as competições regionais não têm cobertura de TV. Mas, até quando? O canhão eletrônico é implacável e já causa grandes estragos nas torcidas regionais. Nas regiões em que há cobertura de TV, se os grandes não têm bilheteria, imagine os pequenos que literalmente pagam pra jogar.

Escrito por Paulo Carneiro.

A volta do blogueiro amador

Antes de mais nada, quero pedir desculpas aos meus colaboradores pela ausência nesses últimos meses, em que poucas vezes externei minha opinião sobre os fatos que movem o nosso futebol .

Saída do Fluminense

Com a decisão de me afastar do Fluminense de Feira de Santana, surge novamente espaço na minha agenda para poder escrever posts. Sobre a minha saída do clube, me reservo o direito de não opinar com mais profundidade por uma questão ética e para evitar polemicas que possam de alguma forma atrapalhar o time dentro de campo. A única coisa que posso dizer resumidamente é que o Fluminense perdeu mais uma partida que poderia mudar a sua triste historia contemporânea. Assim foi com a Parmalat, Pirelli, com Jodilton e Elmano e com a Perene.

A ótima Campanha do Fluminense no Campeonato Sub 20 dá uma ideia do que poderia acontecer no clube, caso as promessas que me fizeram de total autonomia, fossem exercidas na prática.

Agradeço aos dois investidores que já estavam colocando dinheiro no Projeto, montado para o clube para o período de 2012 a 2017. O desespero por possíveis prejuízos políticos nos projetos pessoais de alguns, após algumas derrotas, terminaram por enterrarem o projeto. Agradeço à cidade, ao Conselho do clube e aos torcedores pelo apoio no tempo que lá estive. E um agradecimento especial a Zé Grande, grande esteio entre os poucos colaboradores do clube. Pelo menos o Fluminense já tem uma concentração modesta, mas confortável. O resto a base iria prover.

Estadual da Bahia

O estadual paga o preço de muitos anos de ingressos subsidiados. Ninguém no interior quer pagar ingresso. Avisei deste problema há anos atrás, quando num movimento político, o Governo do Estado lançou esse famigerado programa. O Vitória se colocou contra desde o primeiro ano. E Mascarenhas não gostou. O resultado está aí: estádios vazios. O mercado espera ações profissionais.

O Bahia de Feira volta a acertar no seu planejamento para o futebol profissional e está entre os líderes do campeonato com merecimento. Assim como aconteceu com Bruninho em 2010/2011, apresenta nova revelação que começa a chamar atenção do mercado brasileiro, na figura de Raylan, meia armador habilidoso, criativo e com bola parada excepcional. Esse atleta foi colocado por nós em 2010, quando ainda não estávamos no Fluminense de Feira.

O EC Bahia mantém a politíca implantada o ano passado, de trazer jogadores do segundo nível do futebol brasileiro, buscando sua permanência na Serie A. No Estadual, busca ultrapassar o seu homônimo de Feira de Santana para finalmente ter a vantagem regulamentar, que segundo os seus dirigentes, impediu a conquista de alguns Estaduais nesses últimos 10 anos sem títulos.

Com a saída de Joel Santana, o Bahia investiu num nome famoso, mais como jogador do que como treinador. Eu pessoalmente gosto de Falcão e de suas ideias, espero que possa se afirmar como treinador, pois já estamos cansados da mesmice dos nossos atuais “Treinadores de Ponta”, que transformaram nosso futebol numa forma feia de jogar, privilegiando a marcação e os contra-ataques. A única coisa que me deixa curioso é imaginar a elegância de Falcão com seus ternos italianos no “frescor” dos nossos vestiários nos estádios do interior. Atenção, Prefeituras: acordem!

O Vitória tentou este ano corrigir os erros dos anos anteriores, quando contratou dezenas de jogadores com currículos e sem futebol. Ganhou alguns estaduais, perdeu outros para equipes do interior, fato que não acontecia desde o final da década de 60, e sucumbiu no Brasileiro, terminando por estar há dois anos na Segunda Divisão. Esse ano não pode falhar, pois a permanência na Série B vai determinar uma perda de 25% nas receitas de televisão, algo em torno de 7 milhões de reais. Pra isto trouxe Chumbinho, o décimo gestor, que implantou uma política de contratações mais equilibrada, embora na minha opinião os garotos da base, na sua maioria, não têm o nível técnico necessário para ser a solução do time. Vai acontecer como no ano passado. Os jovens vão dar lugar a novas contratações, na medida que os resultados não apareçam. E esse ano pior, pois chega na metade do estadual, brigando para estar entre os 4 classificados, o que precipitará a substituição dos jovens atletas. Chumbinho saiu com a mesma reclamação dos que lhe antecedeu e agora tentam uma solução doméstica, com a ascensão de João Paulo. Na base não tinha autonomia para fazer qualquer negociação. Vamos ver no profissional. Será que vai ter autonomia para dizer a Cerezo que time pode ser mudado, mas nunca a sua maneira de jogar? E será ele a voz que determinará a queda do treinador?

Sucessão na CBF

A bem da verdade, Ednaldo Rodrigues não ficou contra Ricardo Teixeira, como andam divulgando, e sim contra a articulação de Rubinho da Federação Carioca e Marco Polo Del Nero, na Paulista, para substituir Ricardo. Quer eleições, pois sabe que a centralização em SP e Rio é ruim para o resto do país. Dizem agora que Marco Antonio Teixeira estaria por trás dessas articulações. Eu não acredito. O fato que lamentamos é que se discute se vai haver mudança ou não, mas não se lê, nem se ouve, nem se vê, nenhum projeto que busque atacar os graves problemas do nosso futebol, aonde os clubes vivem apenas do dinheiro da TV e nada ganham na arrecadação. O calendário tem um enorme buraco sem continuidade. A Copa está chegando, trazendo Arenas moderníssimas, mas nosso futebol continua o mesmo de sempre, apenas com o oásis da Série A, financiada pelo contrato de Direitos de TV. Mesmo assim, clubes endividados tomando dinheiro antecipado na  Globo. Quem está errado? ”Tudo errado por falta de agentes reguladores internos no futebol e externos no Estado”.

Escrito por Paulo Carneiro.

'Hay um camino'

“Hay um camino”, este é o slogan da campanha do candidato de oposição na Venezuela Henrique Capriles, uma mensagem de esperança indicando que existe um caminho seguro, democrático, isento de populismo e demagogia, elementos visceralmente ligados aos que gostam de manipular as massas

O que acontece neste momento com o emético Vitória é um paradeiro total, o império da incompetência generalizada. Não há liderança, apenas amadores perambulando em círculo apontando para um futuro desastroso.

A parte comprometida da imprensa, que não consegue mais enganar, insiste com argumentação que se o atual presidente sair não haverá substituto a altura. Esta tese é mentirosa, ninguém que assuma o clube conseguirá fazer pior do que está sendo desfeito. Existe quem possa fazer o Vitória retomar rapidamente ao seu caminho de desenvolvimento com crescimento sustentado.

Muitos já conhecem o que penso sobre Alexi, o pior presidente da história do Vitória, o maior destruidor de riquezas que passou pelo clube, o único presidente que dispondo de muito dinheiro e tendo herdado uma excelente estrutura física e ótimos recursos humanos, conseguiu a façanha de criminosamente ficar sem ativos de atletas e levar as finanças a banca rota, produzindo um monstruoso buraco negro. O mais grave é que escondeu vergonhosamente esta situação do Conselho Deliberativo, dos sócios e da torcida rubro negra por muito tempo. Inexplicavelmente o silêncio é total, os membros do Conselho Deliberativo se omitem e o “Celestial” Conselho de Ética, que parece morto, não dá um piu!

Alexi até hoje esconde os Demonstrativos Contábeis, os Balanços e os DRE’s caracterizando um flagrante desrespeito ao que determina o Estatuto do Clube.

Em contrapartida aparece também no Vitória uma alternativa segura, democrática, moderna que possibilitará que o clube se livre definitivamente desta era de atraso.

Gente que pensa em eleições diretas, marketing agressivo, gestão profissional, nos remetendo a voltar a sonhar, planejando a longo prazo, nos livrando deste momento de trevas e futuro catastrófico.

Lamentavelmente este calvário se estenderá até o mês de dezembro de 2013. Serão mais dois anos de estagnação que farão com que os próximos dirigentes do clube tenham muito mais a fazer, pois receberão um clube arrebentado, envelhecido com uma mentalidade pré-histórica.

Desde já é preciso acreditar na força e na capacidade desta nova geração que quer o poder para construir o clube que desejamos e merecemos cujo projeto de crescimento foi interrompido violentamente por aqueles que se julgavam capazes de fazer melhor e está demonstrado que não fizeram absolutamente nada de bom, além de uma estrutura envelhecida e defasada, um clube totalmente rachado e desunido, nenhuma obra estruturante; não conseguem sequer manter o gramado do Barradão em condições de jogo sem manchar a imagem do Vitória, em resumo, um legado negativo

É impossível imaginar que de 2006 até o dia 5 de dezembro de 2011, Alexi e sua turma conseguiram a façanha de deixar o Vitória com uma dívida de mais de R$ 100.000.000,000 (cem milhões de reais) e 79 (setenta e nove) ações trabalhistas. A expectativa é que até o final de 2013 a situação esteja ainda pior.

“Sí, hay um camino”, a esperança está de volta, o Vitória voltará a ser grande é só querer se organizar e acreditar.

Escrito por Paulo Carneiro.

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paulo carneiro

perfil

Paulo Carneiro tem muita história no futebol. Um dos idealizadores da Liga do Nordeste, lutou por vários anos pelo crescimento do futebol da região, através da criação do Campeonato do Nordeste, sucesso de crítica, público e investimento no início da última década. Foi diretor, vice-presidente e presidente do Esporte Clube Vitória, entre 1988 e 2000. Elegeu-se presidente do Vitória S/A, e exerceu o cargo entre 2000 e 2005. Em 2009, foi gestor de futebol do Esporte Clube Bahia. Também foi consultor técnico do Bahia de Feira, em 2010. Atualmente, é cronista esportivo, além de ser blogueiro do Arena Nordeste.  Polêmico, conhece muito dos bastidores do futebol. Pai do Leonardo, da Manoela e do Paulinho, formou-se em engenharia mecânica, mas foi arrebatado pelo nosso glorioso esporte.

sobre o blog

O esporte visto por dentro

Liderando um processo de reconstrução no Vitória, que culminou com a criação da primeira S/A do futebol brasileiro, Paulo Carneiro acumulou uma grande experiência em Gestão Esportiva dentro e fora de campo. Durante 15 anos, se articulou nos bastidores do esporte numa posição sempre de vanguarda, lutando pelo pontos corridos dentro do Clube 13 e como gestor do Vitória, levando a grandes campanhas no Brasileiro, com um vice-campeonato em 1993 e uma semifinal em 1999. Conhece os bastidores do futebol como poucos. Expertise em convergência midiática. No seu Blog, analisa o futebol como negócio, sobre o prisma do marketing, da gestão esportiva e da economia do esporte. E as vezes se defende de leviandades dos seus inimigos políticos no futebol. Um conteúdo atual e questionador.
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