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Uma decisão nervosa

Segredo, mistério, silêncio. O torcedor e/ou o amigo leitor pode usar qualquer uma destas palavras. Isso virou marca em jogos importantes no futebol pernambucano. E não é pra menos. É decisão. O segundo e último capítulo da história do Estadual. Em campo, Sport e Santa Cruz, em um duelo que promete ser de muita emoção e de nervosismo à flor da pele.

Os dois treinadores (Mazola Júnior do Sport e Zé Teodoro do Santa Cruz) adotaram os treinos fechados para tentar esconder alguma coisa do rival. E não é fácil, diante de tantos olhos que ficam observando os treinos e, ainda, dos diversos ouvidos espalhados pelos dois clubes. As informações são passadas. Algumas verdadeiras. Outras, verdadeiras “peruas”, para enganar o técnico adversário.

Até este cronista esportivo tem dúvidas sobre escalações. O Sport, que não terá o zagueiro Tobi, pode entrar no mesmo esquema que vem dando resultado (3-5-2) ou volta para a formação inicial do Estadual (4-4-2), tentando fortalecer o meio-campo, já que joga pelo empate. Mas, o rival Tricolor tem força máxima e como precisa da vitória, acredito que poderá adotar mais uma vez o esquema ofensivo.

O que espero é ver uma decisão emocionante. Sei que será um duelo nervoso, marca de decisões que chegam a este momento. Porém, um pouco mais de futebol e gols não fazem mal a ninguém. Que nossos atacantes estejam inspirados. E que nossos torcedores repitam o bom clima vivido nos últimos clássicos, com pouquíssimos casos na Polícia de violência, antes, durante e depois dos jogos. Será que a proibição das organizadas de Sport e Santa Cruz deu essa ajuda? Os números mostram que sim!

Escrito por Beto Lago.

As vantagens nas semifinais

A vantagem do Sport aumentou em cima do Náutico. O Salgueiro reverteu a vantagem do Santa Cruz. No próximo domingo, teremos os jogos de volta das semifinais do Campeonato Pernambucano. Uma pessoa que apenas observa o nosso Estadual irá dizer, então, que o time leonino e a equipe do sertão pernambucano estão próximos de chegar à final. Bom, pode até acontecer, mas a história do nosso futebol mostra que tudo pode acontecer.

Mesmo podendo perder por um gol de diferença e ainda fazendo este segundo jogo em seu estádio, o Sport não está cantando vitória. Ainda mais pela boa apresentação do Náutico nos Aflitos. A chegada de Alexandre Gallo deu nova vida do grupo, mas o problema maior do clube alvirrubro é a limitação do elenco. E, ainda por cima, não contará com Elicarlos (expulso) e, provavelmente, o também volante Souza e o zagueiro Marlon, que deixaram o jogo contra o Leão machucados. Se já tem um elenco pequeno e de qualidade técnica baixa, o técnico Alexandre Gallo vai precisar usar de muita inteligência para montar um esquema que possa surpreender o Sport. Pelo que sinto, Gallo vai usar o tempo para observar o grupo e preparar o clube para a Série A.

O time da Ilha do Retiro está tranquilo. E isso tudo é fruto do bom trabalho que o técnico Mazola Junior vem realizando neste Estadual. Os números mostram tudo isso: foi o primeiro na fase de classificação, um excelente aproveitamento; venceu quatro e empatou um clássico no Pernambucano; acabou com o jejum de vitória nos Aflitos que durava desde 2008; e bateu o Santa Cruz nas duas ocasiões. Um detalhe ainda mais interessante é que Mazola tem o grupo nas mãos. Os jogadores confiam no treinador e querem dar o título pernambucano a ele, que foi criticado por torcedores, imprensa e até mesmo componentes da atual diretoria. Mas, será que vencer o Pernambucano, que seria o 40º na história do Sport, daria força para ele continuar no comando do clube na Primeira Divisão?

Se o Clássico dos Clássicos vai mexer o domingão, o duelo entre Santa Cruz e Salgueiro foi definido para segunda-feira, às 20h30, no Arrudão. Jogar pelo empate é uma vantagem significativa para o Carcará, mas nada complicado para o Tricolor da capital. O problema é que os últimos jogos decisivos em casa foram de decepções: perdeu o título da Série D para o Tupi/MG e foi eliminado da Copa do Brasil pelo Penarol/AM. Por isso que o técnico Zé Teodoro vem tendo todo o cuidado para os treinos da semana, esperando pela recuperação do seu goleador, o atacante Dênis Marques. No Salgueiro, uma semana para entrar na história do futebol pernambucano, que nunca viu um clube do Interior disputando um título estadual. O treinador Neco conhece bem o que é jogar no Arruda lotado, mas aposta no fator entrosamento do Carcará para passar pelo Tricolor. Tem tudo para ser um jogão!

Escrito por Beto Lago.

A humilhação na Ilha

O que será pior: ver um clube de tradição como o Sport ser humilhado pelo Paysandu, em plena Ilha do Retiro, por 4x1, e ficar fora da Copa do Brasil ou ouvir as explicações do técnico leonino, Mazola Júnior, colocando elenco e todo um trabalho em suspeita.

A exibição do Sport diante do Paysandu foi fruto de um time afobado e nervoso durante todo o jogo. O primeiro tempo, sem inspiração, o Leão não conseguiu vencer o goleiro rival, Paulo Rafael, e sempre sofrer contra-ataques que deixavam o goleiro Magrão sempre em perigo. No segundo tempo, veio o massacre. Yago Pikachu, Thiago Potiguar e Héliton brilharam, em gols com falhas absurdas do setor defensivo. O lateral-esquerdo Renê foi o ponto mais fraco. O zagueiro Bruno Aguiar virou atacante. Hamilton, o volante que jogava como terceiro zagueiro, estava sempre sozinho na defesa. Erros táticos, inclusive com a falta de jogadores para o meio-campo no banco de reservas. Principalmente ao perder Williams e Naldinho, contundidos.

O pior foi ouvir as explicações de Mazola Júnior. Acabou se perdendo nas cobranças pra cima dos jogadores, principalmente do lateral Renê, um garoto da base do clube e que precisa ser valorizado, ao invés de ser colocado como um dos responsáveis pela derrota. Disse que o time jogava bem contra o Papão. Não vi um único momento em que o Leão tenha domínio. Até mesmo a posse de bola maior não significa domínio. Ou, como diz os mais antigos, isso é um “falso domínio”. A arbitragem pode ter falhado, como no terceiro gol na falta em cima de Hamilton, mas não pode ser colocada como culpada.

Vencer o Santa Cruz domingo e seguir até a conquista do 40º título pernambucano viraram obrigação para o elenco e para o treinador Mazola Júnior. A torcida pediu a cabeça do treinador, cronistas esportivos estão reclamando e alguns dirigentes não aprovam o trabalho do técnico. Mas, diante de tudo isso, o presidente Gustavo Dubeux mantém Mazola. Acho até que é um atitude correta. Mudanças agora, às vésperas de uma decisão estadual, poderá ser prejudicial por demais. A recuperação do Sport parte pela conquista do Pernambucano. E, se ele não acontecer e pelo futebol horrível que vem apresentando, a Série A se mostra um cenário de desespero para a imensa torcida leonina.

Escrito por Beto Lago.

A saída de Waldemar

Sport, Santa Cruz, Salgueiro e Náutico. Estes são os clubes que estarão nas semifinais do Estadual 2012. A grande dúvida, agora, é a ordem final dos três primeiros colocados. E tudo será definido na última rodada, no fim de semana. O Leão fica em primeiro ou segundo lugar. O Tricolor pode acabar em qualquer uma das três posições. E o Carcará não poderá ser o melhor desta primeira fase do Pernambucano. A rodada promete ser agitada, já que vale a vantagem de jogar em casa e pelos dois resultados iguais nas semifinais e final.

Mas, o quente da semana foi a demissão do técnico Waldemar Lemos do Náutico. Uma saída esperada por muitos companheiros da imprensa esportiva. As últimas aparições de Waldemar nas coletivas mostravam uma pessoa desinteressada, estressada, cansada e sem motivação. O jeito calmo de falar sempre foi uma marca do treinador, mas o que vimos nos últimos dias foi uma expressão de total desânimo. O rendimento do time alvirrubro caiu muito. São seis partidas sem vencer e o que é pior: duas derrotas consecutivas em casa para clubes do interior.

A força dos Aflitos acabou funcionando contra o time. Reclamações começaram a surgir das arquibancadas e tiveram eco dentro da diretoria. Parte pedia a saída do treinador, até depois da derrota no clássico do Arruda para o Santa Cruz. Outros acreditavam que o estilo paizão de Waldemar, que tinha o grupo a seu favor, poderia reverter o caso. A derrota mostrou o contrário. E também ficou bem claro que o elenco do Náutico é fraco demais. Essa limitação, por sinal, precisa ser dividida a responsabilidade: 50% de Waldemar Lemos e 50% da atual diretoria. O mercado não está fácil, aquecido demais e ainda com muitos estaduais em reta final, mas ao perder no início do Pernambucano os jogadores Cascata e Rogério, faltou empenho para trazer peças que pudessem qualificar o elenco. E os que estão no elenco alvirrubro, pelo menos 50% não estão na tra dição do clube da Rosa e Silva.

Levi Gomes assume interinamente e nomes começam a surgir, muitos colocados por empresários do futebol. Alexandre Galo, Hélio dos Anjos e até Roberto Fernandes foram comentados. Mas, a diretoria do Náutico vai esperar e dar um voto de confiança para Levi Gomes, que conhece o grupo que tem nas mãos. Como está chegando as semifinais e o adversário será um rival antigo (Sport ou Santa Cruz), será preciso um trabalho forte nos bastidores para que uma nova eliminação nas semifinais aconteça, o que significa mais um ano sem título estadual. Tudo isso às vésperas de um Brasileiro da Série A.

Escrito por Beto Lago.

Quatro jogos, quatro decisões

São quatro rodadas para o fim da primeira fase do Campeonato Pernambucano. Já temos definidos os semifinalistas, faltando apenas ver qual será a ordem dos quatro primeiros colocados. Hoje, os duelos seriam Sport (1º colocado) contra o Náutico (quatro lugar) e Salgueiro (segundo) e Santa Cruz (terceiro). No ano passado, Leão e Timbu fizeram o duelo, apenas com inversão das posições, enquanto que o Tricolor encarou também um clube do Interior (no caso, o Porto), mas desta vez teria que fazer o segundo jogo fora de casa.

Um detalhe pra você que não está lendo, com frequência, as coisas do futebol pernambucano: se tiver que fazer o primeiro jogo em casa, o Santa Cruz não poderá usar o Arruda, palco do show de Paul McCartney, previsto para o dia 21, um dia antes do duelo. Assim, terá que jogar nos Aflitos ou até mesmo no Luiz Lacerda, em Caruaru.

Acredito que as duas próximas rodadas poderão definir alguma coisa. Ainda mais que o Náutico pega, de cara, Salgueiro e Santa Cruz. E já enfrentou o Sport no domingo passado. Tropeçar diante dos seus rivais pode tirar o planejamento de ficar entre os dois melhores. E, assim, ter que jogar a primeira partida em seu estádio. Problemas de contusões e de um elenco limitado são vistos por todos, mas agora não adianta mudar. O que precisa é ter consciência que vai entrar em campo, nestas duas partidas, como se fossem a “final do Estadual”. Se conquistar bons resultados, o Timbu entra mais forte na disputa.

Dos quatro, o Salgueiro tem uma vantagem importante: venceu oito dos nove jogos que fez no seu estádio. O único tropeço foi domingo passado, quando empatou com o Serra Talhada. Se conseguir um bom resultado diante do Náutico, fará duas partidas em casa. Será que o Carcará poderá ser a grande surpresa na reta final da primeira fase? E será que vai derrubar um dos tabus mais longos do futebol brasileiro, de nunca ter um campeão pernambucano sendo do interior?

No Santa Cruz, o problema é a irregularidade. Mesmo com uma invencibilidade que já dura cinco jogos, o técnico Zé Teodoro ainda não conseguiu apresentar o time principal. Mudanças são feitas de uma partida para outra. O ataque segue fazendo gols. A bronca está no sistema defensivo, que leva gols com muita facilidade. Se arrumar a “cozinha”, a esperança do bicampeonato ficará renovada entre a torcida coral.

Dono do melhor elenco (e mais caro, é claro!), o Sport ainda precisa encontrar a melhor forma de jogar. Quando se esperava que o time leonino “achou” a equipe, com um esquema 4-2-3-1, eis que o técnico Mazola Júnior muda o time para encarar o Náutico e deixa a torcida preocupada pelo fraco futebol. Ter o melhor grupo e as melhores opções no banco são pontos que deixariam qualquer treinador feliz, mas sempre vejo Mazola com ar de preocupação durante os jogos. O Leão tem tudo, nestas duas rodadas, para garantir os seis pontos e ficar próximo da primeira posição. E, jogar na Ilha do Retiro, uma final de Estadual, sempre foi uma bela vantagem na história do clube.

A reta final do Campeonato Pernambucano promete ser empolgante!

Escrito por Beto Lago.

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perfil

Carlos Alberto de Melo Lago, conhecido no meio jornalístico como Beto Lago. Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (1991). Trabalhou em assessorias de imprensas privadas e governamentais, tendo sido Diretor de Imprensa da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes-PE. Foi repórter e editor do Diario de Pernambuco, editor e colunista de Esportes e Editor Executivo da Folha de Pernambuco e assessor de imprensa da Federação Pernambucana de Futebol. Atualmente é comentarista da TV Tribuna e da TV Universitária (programa Esportes no 11). É Diretor de Redação e Sócio do Grupo Torcida, responsável pela Revista Torcida, Jornal Torcida, TV Torcida e Blog Torcida.

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